quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Duas curiosidades natalícias

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Os Poetas do Café

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Na noite de 29 de Maio de 1981 foi lançado, na Sala do Realejo, o livro "Os Poetas do Café", antologia poética de autores do Porto. Com a Sala Estúdio transformada em ambiente de café-teatro, foram ditos alguns poemas do livro perante uma boa assistência. Nesta noite de poesia, convívio e música, estiveram presentes a maior parte dos autores do livro: Álvaro Magalhães, Amadeu Baptista, António Campos, Arnaldo Saraiva, Aureliano Lima, Eduarda Chiote, Egito Gonçalves, Helga Moreira, Isabel de Sá, Jorge Sousa Braga, Jorge Velhote, José Emílio - Nelson, Laureano Silveira, Luís Veiga Leitão, Manuel Alberto Valente, Maria da Glória Padrão, Mário Cláudio, Vergílio Alberto Vieira, Victor Oliveira Jorge.
 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mário Viegas 2

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Aqui fica a lista de todos os poemas e textos ditos nas 2 noites em que Mário Viegas esteve presente no espaço Rez do Chão do Realejo. Mais uma vez foi graças ao José Martins que foi possível incluir esta lista e os clips audio do post anterior.

  • Palavras de alto risco
  • O desespero da piedade
  • As educações burguesas
  • Tratados como cães

domingo, 6 de dezembro de 2009

"Palavras de alto risco", Mário Viegas no Realejo

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Nos dias 15 e 16 de Fevereiro de 1986, Mário Viegas realizou 2 espectáculos no Rez do Chão do Realejo. Nos dois dias a sala esgotou por completo tendo sido necessário trazer cadeiras, grades de cerveja, mantas e almofadas para o chão, amontoando-se o público em tudo o que era sítio.
A relembrar esse dia, e à memória de Mário Viegas, aqui fica a voz do Mário em 3 pequenos poemas ditos nessas noites.

"O sapo e o prato"


"Sega-rega para crianças"


"Carreirismo"

Bilhete da Festa de Solidariedade

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vá ao Teatro

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Imagem publicada no boletim Em nossa companhia nº 6, Julho de 85

José Prata

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José Prata foi um dos elementos fundamentais da cooperativa O Realejo. Fundador, vindo do extinto grupo musical A Feira, foi responsável pela direcção musical de grande parte dos espectáculos, autor de cantigas e bandas sonoras. Como actor, participou nos espectáculos "Um serão em nossa companhia", "Sementiga Plum!", "Subsídio de Natal". Como director musical integrou, para  além dos espectáculos em que igualmente participou como actor, "A Porta", "Nó Cego", "Abeliomonstro" e "Memória no Espelho".

Nesta foto, José Prata canta num dos muitos cafés concertos organizados na Sala do Realejo.

"O Lagarto" - José Topa no espectáculo Nó Cego

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Minhas senhoras e meus senhores, já o meu pai me dizia que foi sempre um explorado e não contente com isso punha-me ferros nos pés!...Vai daí, um dia, virei-me pró velhote e disse-lhe: “ A confraria neo-revisionista, continuando a vomitar a sua peçonha reaccionária, arregaça despudoradamente as saias para mergulhar libidinosamente no âmago da provocação!”…ao que ele me respondeu:
“Vade retro Satanás! Te arrenego Belzebu! Ai Jesus, cruzes, canhoto! Todos: lagarto, lagarto, lagarto…

sábado, 28 de novembro de 2009

Clara Bento e Adelaide Teixeira em "Com papas e bolos se enganam os tolos"

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24 vidas dum Sr. Vulgar em 3/4 hora

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A 1, 2 e 3 de Outubro de 1982, João Melo Alvim, de nome artístico neste espectáculo Melvim, apresentou, na Sala do Realejo, "24 vidas dum Sr. Vulgar em 3/4 hora".

João Melo Alvim foi da equipa fundadora do Realejo e participou no 1º espectáculo do grupo, "Um serão em nossa companhia". Anteriormente tinha participado como cenógrafo em "A Renda" do TUP, de onde saíram alguns dos fundadores do Realejo (Manuel Brandão, Helena Bessa, Victor Valente, Ana Margarida, Clara Bento)


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O elenco de "Um Serão em nossa companhia"

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O boletim "Em nossa companhia"

Entre 79 e 85, O Realejo publicou 6 números do boletim "Em nossa companhia" que pretendia ser um elo de ligação entre a cooperativa e o Grupo de Amigos do Realejo.
O 1º número foi publicado em Dezembro de 1979. Seguiram-se Abril de 1980, Novembro de 1980, Novembro de 1981 e Fevereiro de 1983. Em Julho de 85 publicava-se o último, numa edição especial, para ser distribuido na Expocoop realizada de 6 a 14 de Julho de 1985, no Palácio de Cristal, e na qual O Realejo participou com um stand.



José Fanha no Realejo

Por duas vezes José Fanha esteve presente no Realejo dizendo poesia. Em Janeiro de 1984 fez um espectáculo na Sala Estúdio e em Janeiro de 1985 voltou, desta vez juntamente com Carlos Alberto Moniz. Estes últimos espectáculos já foram apresentado na então nova sala de café-teatro/concerto do Rez do Chão.
Dentro de alguns dias penso que será possível disponibilizar um clip audio desses espectáculos. Para já aqui ficam 2 fotos do espectáculo de 84.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Footsbarn Travelling Theatre

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Aproveitando a estadia no Porto do Footsbarn Travelling Theatre, realizou-se na Sala do Realejo, em Setembro de 82, um café-concerto com músicos e actores desta companhia inglesa, itinerante. Na altura, os Footsbarn tinham a sua tenda de circo montada no terreno do antigo Estádio do Lima (à Constituição). Aqui ficam 3 audio clips, os 2 primeiros gravados pelo Martins, no Realejo e um terceiro com extractos do disco The Circus Tosov dos Footsbarn, mais representativo da música tocada por eles nos seus espectáculos.



domingo, 8 de novembro de 2009

O elenco de "Com papas e bolos..."

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Adelaide Teixeira,
Clara Bento,
Paulo Guimarães,
Tentugal,
Victor Valente,
Mª do Céu Xavier,
Sofia Rocha,
António Gonçalves

Guião: Armando Dourado, Celina Cabral, Victor Valente
Direcção e encenação: Victor Valente
Direcção musical e músicas originais: Manuel Tentúgal
Espaço cénico: Victor Valente
Figurinos: Clara Bento
Luminotecnia e operação de luzes: João Lorga
Costureira: Maria Rosa Soares
Estreia: Sala do Realejo, 28 de Fevereiro de 1985

Luz negra no Festival Mágico da Figueirra da Foz

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No Casino da Figueira: Celina Cabral, Oscar Branco, Clara Bento, António Mário, Armando Dourado e Victor Valente

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Audio clip: Diz-me porquê

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Diz-me porquê (do espectáculo "Um Serão em nossa companhia")
Letra: Manuel A. Brandão
Musica: José Prata
Arranjos e direcção musical: João Loio
Músicos:
Gravação: Estúdios RM / Fernando Rangel
Ano: 1979

Audio clip: Abre a gaiola

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Abre a gaiola (deixa o sonho entrar) (cantiga tema de "Um Serão em nossa companhia")
Letra: Manuel A. Brandão
Música: José Prata
Arranjos e direcção musical: João Loio
Músicos:
Gravação: Estúdios RM / Fernando Rangel
Ano: 1979

Cartaz de Sementiga Plum!

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Design: Clara Bento, 1980

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ficha técnica e artística de Sementiga Plum!...

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Sementiga Plum!... ou em terra de olhos quem tem rei é cego
Criação colectiva de O Realejo
Músicas, arranjos e direcção musical: José Prata
Poemas: Manuel A. Brandão ("Cantiga do Grão" e Cantiga da Água"),
             Victor Valente ("Cantiga dos Tempos")
Colaboração musical: Tentugal
Gravação: Estúdios RM / Fernando Rangel
Cenografia, figurinos e cartaz: Clara Bento
Direcção e encenação: Victor Valente

"Um Serão em nossa companhia" na Sala Carral, Vigo

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Cerca de um mês depois da estreia no Porto, "Um Serão", a convite de Moncho Rodriguez, foi apresentado na Sala Carral, na cidade galega de Vigo, nos dias 21 e 22 de Abril de 1979. Esta foi a primeira saída de Portugal do Realejo.
Pelo menos, que eu neste momento me recorde, duas outras apresentações de espectáculos viriam a acontecer em Espanha: no Festival de Titeres.. de Salamanca, com "Abeliomonstro" e no Festival de Cangas, com o espectáculo "Com papas e bolos se enganam os tolos"

Cartaz de Nó Cego

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Nó Cego, 1982

Cartaz da Festa de Solidariedade

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domingo, 1 de novembro de 2009

O Realejo recebendo o prémio espectáculo revelação

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O Realejo recebendo o prémio espectáculo revelação 82/83 da Associação Portuguesa de Críticos atribuído a Abeliomonstro.
Antiga sala do Campo Alegre / Seiva Trupe. Foto publicada no jornal Norte Popular em 12 de Janeiro de 1984, integrada no artigo "Realejo: tocar contra a crise" de Jaime Lousa.

Programa de Abeliomonstro

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Capa do desbrovável programa de Abeliomonstro, design gráfico de Gaspar de Almeida

O espectáculo que hoje apresentamos é mais uma experiência no caminho que decidimos percorrer como grupo de pesooas ligadas às artes e aos mais diversos campos do espectáculo.

QUANDO OS TEMPOS ANDAM COXOS...

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QUANDO OS TEMPOS ANDAM COXOS OU NÃO CAMINHAM COMO SE TINHA PENSADO O CAMINHO, TALVEZ SEJA BOM FALAR DOS TEMPOS ANTES DESTES TEMPOS.

O projecto de "MEMÓRIA NO ESPELHO" era algo que desde há cerca de três anos germinava na cabeça de alguns elementos do grupo.
Pensávamos que seria importante voltar a falar dos tempos do fascismo e de reflectirmos sobre os homens que hoje somos...

Logotipo de O Realejo

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Este era o logotipo, a imagem de marca de O Realejo, concebido por João Melo Alvim, co-fundador do Realejo.

Texto / poema do programa de Sementiga Plum!

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E pensámos nas crianças.
E em nós quando éramos crianças.
E na criança que existe dentro de nós.
E nas histórias dos livros e nos livros da História.
E nos "maus" e nos "bons"
E nas fadas e nas bruxas
Nas poções mágicas, nos mágicos e nas "mágicas".
E no Pinóquio a quem o pai Gepeto deu vida.
E nas marionetas a quem outros não deram vida
e tentarão nunca dar...

Carlos Porto critica "Com papas e bolos..."

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Vou repetir o que já aqui tenho escrito: a riqueza do teatro português não consiste apenas na criação de grandes ou pequenas máquinas teatrais de qualidade, consiste também na originalidade dos seus vários registos, na imaginação de que os seus artistas dão constantes provas. Não se pode dizer que o grupo “Realejo” tenha um projecto estético definido. Tem no entanto ideias que vai transformando em espectáculos que na maioria dos casos percorrem registos diferentes,

Festa de Solidariedade com O Realejo

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A 25 de Março de 83, na passagem do 4º aniversário do grupo, realizou-se no Teatro Carlos Alberto, Porto, uma grande Festa de Solidariedade com O Realejo.
Muitos foram os artistas presentes e muitas as mensagens de apoio lidas nessa memorável noite.

As histórias do realejo

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"SEMENTIGA PLUM! OU...  EM TERRA DE OLHOS QUEM TEM REI É CEGO...
Pelo grupo O Realejo, Teatro da Comuna, Junho 1980

"São raros, neste momento, os grupos não institucionalizados, isto é, que se situam entre o teatro de amadores e o teatro profissional, produzindo espectáculos relativamente marginais à produçâo norma! do nosso teatro independente. Entre os que restam, dois são portuenses: “Rodaviva” que veio há meses a Lisboa, e também à Comuna, como então noticiámos, e o outro, este “O Realejo” que já depois de se ter deslocado a Galiza, veio até cá contar as suas histórïas.

sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Io Apolono no Rez do Chão do Realejo

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Album fotográfico de Nó Cego

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Cristina Costa, Alberto Venâncio e Maria do Céu Xavier faziam as honras da casa, recebendo o público e servindo as comidas e bebidas. O café-teatro começava no 2º andar do nº 136 da Rua dos Mercadores, ali à Ribeira.

Filipe Coelho fazia música com a sua guitarra, num canto do palco. O Martins, como sempre, metido no seu palanque, rodeado de gravadores e mesas de mistura.
No camarim, Armando Dourado, Clara Bento, Celina Cabral, José Topa, Teresa Rodrigues, Oscar Branco e Victor Valente davam os últimos retoques nos fatos e na maquilhagem.
Reveja o espectáculo neste album fotográfico.

Uma onda de fantasia e imaginação

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Subimos as escadas íngremes de um velho prédio da Rua dos Mercadores, ali mesmo junto à Ribeira, no chamado “Centro Histórico" do Porto. Lá em cima, “O Realejo” consubstancia-se num “outro” espaço, animado de vida própria (que alguns «enganos» parecem apostados em tirar-lhe...). “Abeliomonstro”: uma surpresa agradável, uma viagem leve pelo imaginário, um fugaz regresso à infância, a mitos mais ou menos pueris. Deixemo--nos ir... (por Luisa Bessa)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Espelho embaciado - Carlos Porto

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O teatro é um instrumento de recuperação do passado, entre outras coisas. Não é novidade nenhuma, pois são frequentes os espectáculos em que é feita essa tentativa de recuperação de uma história perdida, às vezes, esquecida. História que tem a ver com o nosso presente e portanto com o nosso futuro, pois como povo e como indivíduos temos vindo a ser formados, informados, deformados, ao longo das gerações que nos antecederam e a que pertencemos, ou os nossos país, ou os nossos avós. Esta viagem ao/pelo passado não é revivalista, proustiana, retro. É, repete-se, uma forma de auto-reconhecimento.

Critica de Jaime Lousa a "Subsidio de Natal"

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um clip de audio da banda sonora de Abeliomonstro

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Este é o primeiro de uma série de clips audio que se irão publicando: extractos de bandas sonoras de espectáculos e de espectáculos, conversas, músicas e o que mais se verá (ouvirá). Para tal espero vir a contar com a preciosa colaboração do Martins, o homem do som e dos gravadores do Realejo. Sobre ele falaremos mais tarde.
Para já, um extracto da banda sonora de Abeliomonstro, a condizer com a fotografia.



José Topa, Karl Marx e Chaplin vagueiam pelo espaço

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Viagem ao sonho... Mário Dorminsky

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Mário Dorminsky escrevia no notícias da tarde a 28-10-81

Entrevista ao Jornal da Educação (Jan.84)

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Victor Valente (O Realejo):
"Teatro é teatro, literatura é literatura"

Actor, ilusionista, animador teatral, músico e cantor, na minha opinião essencialmente director de actores, Victor Valente, ainda a olhar pelo longe os quarenta anos, é um autêntico “animal de palco”, daqueles que, se calhar não figurarão na História, mas que vão construindo e fixando o dia-a-dia das nossas histórias.
Mas toda essa polivalência não vai, pela dispersão, complicar, impedir o aprofundar de um trabalho? Foi a pergunta que, pelo meio do “cimbalino”, abriu a conversa.

Mestre Oliveira

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Manuel Oliveira, o Sr. Oliveira ou o Mestre Oliveira como era vulgarmente conhecido, sempre acompanhou de perto o trabalho do Realejo.Homem de teatro, toda a vida ligado ao movimento do teatro amador de Avintes, marceneiro de profissão, era considerado o mais importante carpinteiro de cena da época. Trabalhou para todas as companhias de teatro do Porto e um pouco por todo o país com trabalhos no Teatro Nacional ou no Parque Mayer.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Foto da gravação do disco do Realejo

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Já nos referimos num outro local ao disco editado pelo Realejo. Aqui fica uma imagem dos músicos intervenientes no disco duração a gravação em estúdio.


Viagem dum Homenzinho no jardim da Cordoaria

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Mais uma vez a rua...
"Viagem dum homenzinho..." no Jardim da Cordoaria (data desconhecida)
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O Coração e a ideia do Teatro

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«O Realejo» e o seu «Sementiga-Plum!!!», ou em terras de olhos que tem rei é cego» são a prova provada de que em Portugal já se faz teatro bem metido na carne e nas ideias das pessoas; prende e desprende; cativa e liberta. Prende-nos e cativa-nos a carne e os sentidos; desprende-nos e liberta-nos os sentimentos e as ideias.
E se «O Realejo» fez uma aposta estética: a combinação da imagem com a ideia, numa harmonia surpreendente, assumiu, então, a partir daí, um compromisso com o público: continuar, obrigatoriamente a fazer teatro, seja onde for, dê por onde der, mesmo que os teatros se virem de pernas para o ar.

Exposição de artes plásticas de solidariedade com O Realejo

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No 4º aniversário do Realejo realizou-se, de 3 a 27 de Março, na sede do Realejo uma grande exposição de artes-plásticas com obras oferecidas ao grupo e destinadas a serem vendidas. A receita desta exposição destinava-se a minorar as dificuldades da companhia que nesse ano não foi contemplada com qualquer apoio por parte do Ministério da Cultura. Esta acção de apoio por parte de artistas-plásticos da cidade do Porto foi acompanhada por uma grande festa de apoio realizada no Teatro Carlos Alberto e que contou com a participação de nomes importantes do teatro e da cultura do país, à qual nos referiremos mais tarde.

Nesta exposição colaboraram: Adriano Rangel, Alberto Carneiro, Armando Alves, Augusta Araújo, Avelino Sá, Beatriz Alçada, Carlos Marques, Carlos Reis, Carlos Trindade, Emerenciano, Filomena Bento, José Paiva, José Rodrigues, Joaquim Vieira, Lisa Cowvenbergh, Manuel Dias, Manuela Bacelar, Pedro Sousa Vieira, Rodrigo, Rosa Ramos, Rui Anahory, Rui Pimentel, Rui Aguiar, Zulmiro de Carvalho.
O cartaz é uma serigrafia de José Paiva

Viagem dum homenzinho....

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O trabalho sobre o palhaço seduzia-nos desde há muito. Discutíamos, trabalhávamos, estudávamos este personagem tão querido de crianças e adultos. Este homem-criança que encheu o nosso pequeno/grande mundo e que hoje ainda nos recorda a nossa infância.

No entanto, sentíamos que o palhaço que conhecíamos dos "chapiteaux" coloridos do circo, se afastava daquilo que queríamos ver e sentir no nosso palhaço. Pretendíamos trabalhá-lo de um modo diferente, recreá-lo pelo seu lado interior, pelos sentimentos e emoções enquanto homem.

Luís Gonzaga expõe no Realejo

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Esta é uma das coisas interessantes que acontecem quando se inicia um projecto destes. Não seria muito provável que, hoje em dia, fosse encontrar na net documentação sobre O Realejo. De qualquer forma tentei e encontrei Luís Gonzaga Batista, fotógrafo, e fotografias que este expôs no Realejo aquando da apresentação de "Nó Cego", em 1982. Primeiro no olhares.com e depois no blog do fotógrafo "Coisas Avulso".



Cartaz da exposição de Luís Gonzaga no Realejo

Mário Dorminsky escreve sobre "Nó Cego"

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Mário Dorminsky foi, desde o início do Realejo, um espectador fiel e amigo. A 1ª experiência em luz negra do Realejo, A Porta - um salto no escuro, surge para ser apresentada na abertura do Fantasporto.
Por diversas vezes M.D. escreveu sobre o grupo.  Aqui fica, hoje, o que ele escreveu sobre o espectáculo "Nó Cego" em Junho de 82.


Presente (envenenado) de Natal - Carlos Porto

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Crítica de Carlos Porto, publicada no Diário de Lisboa a 14 de Dezembro de 1981, ao espectáculo "Subsídio de Natal", estreado a 1 de Dezembro desse ano na Sala do Realejo, Rua dos Mercadores.




domingo, 25 de outubro de 2009

Victor Valente e O Realejo (CP, 19-07-86)

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Amargura e desencanto poderiam adjectivar as palavras de Victor Valente, um homem do teatro que já correu o País de lés-a-lés em cima de palcos. Há alguns anos fixou-se nesta cidade. À data do aparecimento da “paixão” Realejo era director do Teatro Universitário do Porto, instituição que deixou para se «mandar de cabeça» para este projecto. Mas é um misto de amargura e desencanto, diríamos quase perda de esperança que ressalta das suas palavras. Se ele soubesse que os porcos nunca agradeceram as pérolas...

O Realejo e a rua

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O Realejo sempre prezou a rua como espaço teatral e utilizou-a como forma de divulgação dos seus espectáculos. Procuravamos encontrar o público no seu quotidiano, motivando-o para o teatro e para o levar às salas em geral e à nossa em particular.
A Praça da Ribeira, a Praça da Liberdade e a Estação de S. Bento foram os espaços preferenciais. Aqui ficam algumas fotos de intervenções do Realejo na rua.


Estação de S. Bento

O elenco de Nó Cego

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Cristina Costa, Mª do Céu Xavier, Alberto Venâncio, Filipe Coelho, Victor Valente, Oscar Branco, Teresa Rodrigues
Celina Meireles, José Topa, Clara Bento, Armando Dourado
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Fotos de Sementiga Plum...

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