segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vá ao Teatro

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Imagem publicada no boletim Em nossa companhia nº 6, Julho de 85

José Prata

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José Prata foi um dos elementos fundamentais da cooperativa O Realejo. Fundador, vindo do extinto grupo musical A Feira, foi responsável pela direcção musical de grande parte dos espectáculos, autor de cantigas e bandas sonoras. Como actor, participou nos espectáculos "Um serão em nossa companhia", "Sementiga Plum!", "Subsídio de Natal". Como director musical integrou, para  além dos espectáculos em que igualmente participou como actor, "A Porta", "Nó Cego", "Abeliomonstro" e "Memória no Espelho".

Nesta foto, José Prata canta num dos muitos cafés concertos organizados na Sala do Realejo.

"O Lagarto" - José Topa no espectáculo Nó Cego

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Minhas senhoras e meus senhores, já o meu pai me dizia que foi sempre um explorado e não contente com isso punha-me ferros nos pés!...Vai daí, um dia, virei-me pró velhote e disse-lhe: “ A confraria neo-revisionista, continuando a vomitar a sua peçonha reaccionária, arregaça despudoradamente as saias para mergulhar libidinosamente no âmago da provocação!”…ao que ele me respondeu:
“Vade retro Satanás! Te arrenego Belzebu! Ai Jesus, cruzes, canhoto! Todos: lagarto, lagarto, lagarto…

sábado, 28 de novembro de 2009

Clara Bento e Adelaide Teixeira em "Com papas e bolos se enganam os tolos"

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24 vidas dum Sr. Vulgar em 3/4 hora

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A 1, 2 e 3 de Outubro de 1982, João Melo Alvim, de nome artístico neste espectáculo Melvim, apresentou, na Sala do Realejo, "24 vidas dum Sr. Vulgar em 3/4 hora".

João Melo Alvim foi da equipa fundadora do Realejo e participou no 1º espectáculo do grupo, "Um serão em nossa companhia". Anteriormente tinha participado como cenógrafo em "A Renda" do TUP, de onde saíram alguns dos fundadores do Realejo (Manuel Brandão, Helena Bessa, Victor Valente, Ana Margarida, Clara Bento)


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O elenco de "Um Serão em nossa companhia"

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O boletim "Em nossa companhia"

Entre 79 e 85, O Realejo publicou 6 números do boletim "Em nossa companhia" que pretendia ser um elo de ligação entre a cooperativa e o Grupo de Amigos do Realejo.
O 1º número foi publicado em Dezembro de 1979. Seguiram-se Abril de 1980, Novembro de 1980, Novembro de 1981 e Fevereiro de 1983. Em Julho de 85 publicava-se o último, numa edição especial, para ser distribuido na Expocoop realizada de 6 a 14 de Julho de 1985, no Palácio de Cristal, e na qual O Realejo participou com um stand.



José Fanha no Realejo

Por duas vezes José Fanha esteve presente no Realejo dizendo poesia. Em Janeiro de 1984 fez um espectáculo na Sala Estúdio e em Janeiro de 1985 voltou, desta vez juntamente com Carlos Alberto Moniz. Estes últimos espectáculos já foram apresentado na então nova sala de café-teatro/concerto do Rez do Chão.
Dentro de alguns dias penso que será possível disponibilizar um clip audio desses espectáculos. Para já aqui ficam 2 fotos do espectáculo de 84.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Footsbarn Travelling Theatre

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Aproveitando a estadia no Porto do Footsbarn Travelling Theatre, realizou-se na Sala do Realejo, em Setembro de 82, um café-concerto com músicos e actores desta companhia inglesa, itinerante. Na altura, os Footsbarn tinham a sua tenda de circo montada no terreno do antigo Estádio do Lima (à Constituição). Aqui ficam 3 audio clips, os 2 primeiros gravados pelo Martins, no Realejo e um terceiro com extractos do disco The Circus Tosov dos Footsbarn, mais representativo da música tocada por eles nos seus espectáculos.



domingo, 8 de novembro de 2009

O elenco de "Com papas e bolos..."

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Adelaide Teixeira,
Clara Bento,
Paulo Guimarães,
Tentugal,
Victor Valente,
Mª do Céu Xavier,
Sofia Rocha,
António Gonçalves

Guião: Armando Dourado, Celina Cabral, Victor Valente
Direcção e encenação: Victor Valente
Direcção musical e músicas originais: Manuel Tentúgal
Espaço cénico: Victor Valente
Figurinos: Clara Bento
Luminotecnia e operação de luzes: João Lorga
Costureira: Maria Rosa Soares
Estreia: Sala do Realejo, 28 de Fevereiro de 1985

Luz negra no Festival Mágico da Figueirra da Foz

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No Casino da Figueira: Celina Cabral, Oscar Branco, Clara Bento, António Mário, Armando Dourado e Victor Valente

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Audio clip: Diz-me porquê

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Diz-me porquê (do espectáculo "Um Serão em nossa companhia")
Letra: Manuel A. Brandão
Musica: José Prata
Arranjos e direcção musical: João Loio
Músicos:
Gravação: Estúdios RM / Fernando Rangel
Ano: 1979

Audio clip: Abre a gaiola

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Abre a gaiola (deixa o sonho entrar) (cantiga tema de "Um Serão em nossa companhia")
Letra: Manuel A. Brandão
Música: José Prata
Arranjos e direcção musical: João Loio
Músicos:
Gravação: Estúdios RM / Fernando Rangel
Ano: 1979

Cartaz de Sementiga Plum!

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Design: Clara Bento, 1980

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ficha técnica e artística de Sementiga Plum!...

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Sementiga Plum!... ou em terra de olhos quem tem rei é cego
Criação colectiva de O Realejo
Músicas, arranjos e direcção musical: José Prata
Poemas: Manuel A. Brandão ("Cantiga do Grão" e Cantiga da Água"),
             Victor Valente ("Cantiga dos Tempos")
Colaboração musical: Tentugal
Gravação: Estúdios RM / Fernando Rangel
Cenografia, figurinos e cartaz: Clara Bento
Direcção e encenação: Victor Valente

"Um Serão em nossa companhia" na Sala Carral, Vigo

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Cerca de um mês depois da estreia no Porto, "Um Serão", a convite de Moncho Rodriguez, foi apresentado na Sala Carral, na cidade galega de Vigo, nos dias 21 e 22 de Abril de 1979. Esta foi a primeira saída de Portugal do Realejo.
Pelo menos, que eu neste momento me recorde, duas outras apresentações de espectáculos viriam a acontecer em Espanha: no Festival de Titeres.. de Salamanca, com "Abeliomonstro" e no Festival de Cangas, com o espectáculo "Com papas e bolos se enganam os tolos"

Cartaz de Nó Cego

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Nó Cego, 1982

Cartaz da Festa de Solidariedade

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domingo, 1 de novembro de 2009

O Realejo recebendo o prémio espectáculo revelação

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O Realejo recebendo o prémio espectáculo revelação 82/83 da Associação Portuguesa de Críticos atribuído a Abeliomonstro.
Antiga sala do Campo Alegre / Seiva Trupe. Foto publicada no jornal Norte Popular em 12 de Janeiro de 1984, integrada no artigo "Realejo: tocar contra a crise" de Jaime Lousa.

Programa de Abeliomonstro

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Capa do desbrovável programa de Abeliomonstro, design gráfico de Gaspar de Almeida

O espectáculo que hoje apresentamos é mais uma experiência no caminho que decidimos percorrer como grupo de pesooas ligadas às artes e aos mais diversos campos do espectáculo.

QUANDO OS TEMPOS ANDAM COXOS...

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QUANDO OS TEMPOS ANDAM COXOS OU NÃO CAMINHAM COMO SE TINHA PENSADO O CAMINHO, TALVEZ SEJA BOM FALAR DOS TEMPOS ANTES DESTES TEMPOS.

O projecto de "MEMÓRIA NO ESPELHO" era algo que desde há cerca de três anos germinava na cabeça de alguns elementos do grupo.
Pensávamos que seria importante voltar a falar dos tempos do fascismo e de reflectirmos sobre os homens que hoje somos...

Logotipo de O Realejo

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Este era o logotipo, a imagem de marca de O Realejo, concebido por João Melo Alvim, co-fundador do Realejo.

Texto / poema do programa de Sementiga Plum!

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E pensámos nas crianças.
E em nós quando éramos crianças.
E na criança que existe dentro de nós.
E nas histórias dos livros e nos livros da História.
E nos "maus" e nos "bons"
E nas fadas e nas bruxas
Nas poções mágicas, nos mágicos e nas "mágicas".
E no Pinóquio a quem o pai Gepeto deu vida.
E nas marionetas a quem outros não deram vida
e tentarão nunca dar...

Carlos Porto critica "Com papas e bolos..."

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Vou repetir o que já aqui tenho escrito: a riqueza do teatro português não consiste apenas na criação de grandes ou pequenas máquinas teatrais de qualidade, consiste também na originalidade dos seus vários registos, na imaginação de que os seus artistas dão constantes provas. Não se pode dizer que o grupo “Realejo” tenha um projecto estético definido. Tem no entanto ideias que vai transformando em espectáculos que na maioria dos casos percorrem registos diferentes,

Festa de Solidariedade com O Realejo

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A 25 de Março de 83, na passagem do 4º aniversário do grupo, realizou-se no Teatro Carlos Alberto, Porto, uma grande Festa de Solidariedade com O Realejo.
Muitos foram os artistas presentes e muitas as mensagens de apoio lidas nessa memorável noite.

As histórias do realejo

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"SEMENTIGA PLUM! OU...  EM TERRA DE OLHOS QUEM TEM REI É CEGO...
Pelo grupo O Realejo, Teatro da Comuna, Junho 1980

"São raros, neste momento, os grupos não institucionalizados, isto é, que se situam entre o teatro de amadores e o teatro profissional, produzindo espectáculos relativamente marginais à produçâo norma! do nosso teatro independente. Entre os que restam, dois são portuenses: “Rodaviva” que veio há meses a Lisboa, e também à Comuna, como então noticiámos, e o outro, este “O Realejo” que já depois de se ter deslocado a Galiza, veio até cá contar as suas histórïas.