sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Io Apolono no Rez do Chão do Realejo

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Album fotográfico de Nó Cego

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Cristina Costa, Alberto Venâncio e Maria do Céu Xavier faziam as honras da casa, recebendo o público e servindo as comidas e bebidas. O café-teatro começava no 2º andar do nº 136 da Rua dos Mercadores, ali à Ribeira.

Filipe Coelho fazia música com a sua guitarra, num canto do palco. O Martins, como sempre, metido no seu palanque, rodeado de gravadores e mesas de mistura.
No camarim, Armando Dourado, Clara Bento, Celina Cabral, José Topa, Teresa Rodrigues, Oscar Branco e Victor Valente davam os últimos retoques nos fatos e na maquilhagem.
Reveja o espectáculo neste album fotográfico.

Uma onda de fantasia e imaginação

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Subimos as escadas íngremes de um velho prédio da Rua dos Mercadores, ali mesmo junto à Ribeira, no chamado “Centro Histórico" do Porto. Lá em cima, “O Realejo” consubstancia-se num “outro” espaço, animado de vida própria (que alguns «enganos» parecem apostados em tirar-lhe...). “Abeliomonstro”: uma surpresa agradável, uma viagem leve pelo imaginário, um fugaz regresso à infância, a mitos mais ou menos pueris. Deixemo--nos ir... (por Luisa Bessa)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Espelho embaciado - Carlos Porto

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O teatro é um instrumento de recuperação do passado, entre outras coisas. Não é novidade nenhuma, pois são frequentes os espectáculos em que é feita essa tentativa de recuperação de uma história perdida, às vezes, esquecida. História que tem a ver com o nosso presente e portanto com o nosso futuro, pois como povo e como indivíduos temos vindo a ser formados, informados, deformados, ao longo das gerações que nos antecederam e a que pertencemos, ou os nossos país, ou os nossos avós. Esta viagem ao/pelo passado não é revivalista, proustiana, retro. É, repete-se, uma forma de auto-reconhecimento.

Critica de Jaime Lousa a "Subsidio de Natal"

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um clip de audio da banda sonora de Abeliomonstro

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Este é o primeiro de uma série de clips audio que se irão publicando: extractos de bandas sonoras de espectáculos e de espectáculos, conversas, músicas e o que mais se verá (ouvirá). Para tal espero vir a contar com a preciosa colaboração do Martins, o homem do som e dos gravadores do Realejo. Sobre ele falaremos mais tarde.
Para já, um extracto da banda sonora de Abeliomonstro, a condizer com a fotografia.



José Topa, Karl Marx e Chaplin vagueiam pelo espaço

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Viagem ao sonho... Mário Dorminsky

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Mário Dorminsky escrevia no notícias da tarde a 28-10-81

Entrevista ao Jornal da Educação (Jan.84)

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Victor Valente (O Realejo):
"Teatro é teatro, literatura é literatura"

Actor, ilusionista, animador teatral, músico e cantor, na minha opinião essencialmente director de actores, Victor Valente, ainda a olhar pelo longe os quarenta anos, é um autêntico “animal de palco”, daqueles que, se calhar não figurarão na História, mas que vão construindo e fixando o dia-a-dia das nossas histórias.
Mas toda essa polivalência não vai, pela dispersão, complicar, impedir o aprofundar de um trabalho? Foi a pergunta que, pelo meio do “cimbalino”, abriu a conversa.

Mestre Oliveira

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Manuel Oliveira, o Sr. Oliveira ou o Mestre Oliveira como era vulgarmente conhecido, sempre acompanhou de perto o trabalho do Realejo.Homem de teatro, toda a vida ligado ao movimento do teatro amador de Avintes, marceneiro de profissão, era considerado o mais importante carpinteiro de cena da época. Trabalhou para todas as companhias de teatro do Porto e um pouco por todo o país com trabalhos no Teatro Nacional ou no Parque Mayer.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Foto da gravação do disco do Realejo

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Já nos referimos num outro local ao disco editado pelo Realejo. Aqui fica uma imagem dos músicos intervenientes no disco duração a gravação em estúdio.


Viagem dum Homenzinho no jardim da Cordoaria

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Mais uma vez a rua...
"Viagem dum homenzinho..." no Jardim da Cordoaria (data desconhecida)
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O Coração e a ideia do Teatro

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«O Realejo» e o seu «Sementiga-Plum!!!», ou em terras de olhos que tem rei é cego» são a prova provada de que em Portugal já se faz teatro bem metido na carne e nas ideias das pessoas; prende e desprende; cativa e liberta. Prende-nos e cativa-nos a carne e os sentidos; desprende-nos e liberta-nos os sentimentos e as ideias.
E se «O Realejo» fez uma aposta estética: a combinação da imagem com a ideia, numa harmonia surpreendente, assumiu, então, a partir daí, um compromisso com o público: continuar, obrigatoriamente a fazer teatro, seja onde for, dê por onde der, mesmo que os teatros se virem de pernas para o ar.

Exposição de artes plásticas de solidariedade com O Realejo

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No 4º aniversário do Realejo realizou-se, de 3 a 27 de Março, na sede do Realejo uma grande exposição de artes-plásticas com obras oferecidas ao grupo e destinadas a serem vendidas. A receita desta exposição destinava-se a minorar as dificuldades da companhia que nesse ano não foi contemplada com qualquer apoio por parte do Ministério da Cultura. Esta acção de apoio por parte de artistas-plásticos da cidade do Porto foi acompanhada por uma grande festa de apoio realizada no Teatro Carlos Alberto e que contou com a participação de nomes importantes do teatro e da cultura do país, à qual nos referiremos mais tarde.

Nesta exposição colaboraram: Adriano Rangel, Alberto Carneiro, Armando Alves, Augusta Araújo, Avelino Sá, Beatriz Alçada, Carlos Marques, Carlos Reis, Carlos Trindade, Emerenciano, Filomena Bento, José Paiva, José Rodrigues, Joaquim Vieira, Lisa Cowvenbergh, Manuel Dias, Manuela Bacelar, Pedro Sousa Vieira, Rodrigo, Rosa Ramos, Rui Anahory, Rui Pimentel, Rui Aguiar, Zulmiro de Carvalho.
O cartaz é uma serigrafia de José Paiva

Viagem dum homenzinho....

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O trabalho sobre o palhaço seduzia-nos desde há muito. Discutíamos, trabalhávamos, estudávamos este personagem tão querido de crianças e adultos. Este homem-criança que encheu o nosso pequeno/grande mundo e que hoje ainda nos recorda a nossa infância.

No entanto, sentíamos que o palhaço que conhecíamos dos "chapiteaux" coloridos do circo, se afastava daquilo que queríamos ver e sentir no nosso palhaço. Pretendíamos trabalhá-lo de um modo diferente, recreá-lo pelo seu lado interior, pelos sentimentos e emoções enquanto homem.

Luís Gonzaga expõe no Realejo

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Esta é uma das coisas interessantes que acontecem quando se inicia um projecto destes. Não seria muito provável que, hoje em dia, fosse encontrar na net documentação sobre O Realejo. De qualquer forma tentei e encontrei Luís Gonzaga Batista, fotógrafo, e fotografias que este expôs no Realejo aquando da apresentação de "Nó Cego", em 1982. Primeiro no olhares.com e depois no blog do fotógrafo "Coisas Avulso".



Cartaz da exposição de Luís Gonzaga no Realejo

Mário Dorminsky escreve sobre "Nó Cego"

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Mário Dorminsky foi, desde o início do Realejo, um espectador fiel e amigo. A 1ª experiência em luz negra do Realejo, A Porta - um salto no escuro, surge para ser apresentada na abertura do Fantasporto.
Por diversas vezes M.D. escreveu sobre o grupo.  Aqui fica, hoje, o que ele escreveu sobre o espectáculo "Nó Cego" em Junho de 82.


Presente (envenenado) de Natal - Carlos Porto

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Crítica de Carlos Porto, publicada no Diário de Lisboa a 14 de Dezembro de 1981, ao espectáculo "Subsídio de Natal", estreado a 1 de Dezembro desse ano na Sala do Realejo, Rua dos Mercadores.




domingo, 25 de outubro de 2009

Victor Valente e O Realejo (CP, 19-07-86)

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Amargura e desencanto poderiam adjectivar as palavras de Victor Valente, um homem do teatro que já correu o País de lés-a-lés em cima de palcos. Há alguns anos fixou-se nesta cidade. À data do aparecimento da “paixão” Realejo era director do Teatro Universitário do Porto, instituição que deixou para se «mandar de cabeça» para este projecto. Mas é um misto de amargura e desencanto, diríamos quase perda de esperança que ressalta das suas palavras. Se ele soubesse que os porcos nunca agradeceram as pérolas...

O Realejo e a rua

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O Realejo sempre prezou a rua como espaço teatral e utilizou-a como forma de divulgação dos seus espectáculos. Procuravamos encontrar o público no seu quotidiano, motivando-o para o teatro e para o levar às salas em geral e à nossa em particular.
A Praça da Ribeira, a Praça da Liberdade e a Estação de S. Bento foram os espaços preferenciais. Aqui ficam algumas fotos de intervenções do Realejo na rua.


Estação de S. Bento

O elenco de Nó Cego

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Cristina Costa, Mª do Céu Xavier, Alberto Venâncio, Filipe Coelho, Victor Valente, Oscar Branco, Teresa Rodrigues
Celina Meireles, José Topa, Clara Bento, Armando Dourado
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Fotos de Sementiga Plum...

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Cronologia dos espectáculos do Realejo

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O disco do Realejo

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Em 1979, O Realejo editava um single com duas músicas do espectáculo "Um Serão em nossa Companhia"


sábado, 24 de outubro de 2009

"Cozido à Portuguesa", co-produção Realejo / Fernando Gomes

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Clara Bento, Fernando Gomes, António Mário e Mª do Céu Xavier
Espectáculo estreado no Rez do Chão do Realejo em Fevereiro de 86


Uma solução global para a actividade teatral no Porto

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Abeliomonstro - crítica de Tito Livio

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Abeliomonstro - crítica de Jaime Lousa

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Abeliomonstro - uma incursão do Realejo na Luz Negra

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Publicidade aos últimos espectáculos de Abeliomonstro no Jornal de Noticias

Com papas e bolos se enganam os tolos

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"...O Realejo é bem um dos grupos do Porto de maior verdade teatral: gosto pela artesania e pela simplicidade de processos, forte empenhamento num projecto colectivo, extrema sinceridade na assunção de percurso artístico onde cada espectáculo é um passo medido e necessário no próprio evoluir e superação de dificuldades...
... Talvez por isso a moralidade política seja uma categoria sempre presente, embora implícita neste espectáculo. E até uma adivinha simplesmente enunciada, se pode tornar arrepiante nos tempos que correm: "Qual é a coisa qual é ela que se cria sem comer?" A fome! Acertaram (já não há nada que não saibam).
António Augusto Barros, Grande Reportagem nº 15, 15-03-85

"Com papas e bolos se enganam os tolos" estreou a 28 de Fevereiro de 1985 na Sala do Realejo, Ribeira, Porto.

Estreia de Memória no Espelho

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Publicidade de jornal para a estreia de
"Memória no Espelho ou Isabel nunca mais esqueceu estas palavras"

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Clara Bento, uma pedra fundamental na estética do Realejo

Clara Bento foi uma das pedras fundamentais na criação e desenvolvimento da linha estética do Realejo. Fundadora do grupo, Clara Bento assumiu durante todo o tempo que esteve no Realejo as funções de directora plástica, assinando figurinos, cenários e cartazes de diversos espectáculos.
Para além da sua função plástica, participou como actriz nos espectáculos "Sementiga Plum...", Memória no espelho", "Subsídio de Natal", "Abeliomonstro", "Nó Cego" e "Pranto de Maria Parda", trabalho a solo que a revelou como uma verdadeira actriz. Participou ainda em "Cozido à Portuguesa" (com Fernando Gomes) e em "Com Papas e Bolos se enganam os tolos".

Mário Moutinho


Estas são duas imagens curiosas que descobri recentemente nos meus arquivos fotográficos.
Mário Moutinho, actual director do FITEI, regista em video imagens do espectáculo "Subsídio de Natal".


A surpresa do Realejo - FITEI 82


A crítica de Carlos Porto sobre o espectáculo "Abeliomonstro", apresentado no FITEI e prémio Espectáculo Revelação desse festival.
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Faleceu Jorge Vasques

No passado dia 27 de Setembro faleceu o actor Jorge Vasques. No palco, que foi a sua vida, sentiu-se mal, no camarim morreu. Integrava o elenco da Assedio no espectáculo "O Feio" em exibição no teatro Helena Sá e Costa.
Jorge Vasques fez no Realejo, dirigida por mim, a peça "Jorge" de Anthony West. Com ele contracenava Maria do Céu Xavier. Estávamos no ano de 1988.
Não foi de "atrofia", como em "Jorge", que nos deixou; foi de morte verdadeira.
Aqui fica uma pequena mas sincera homenagem a um dos muitos que ajudaram a fazer O Realejo, transformada em imagens do espectáculo.
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JORGE, NOME PRÓPRIO, ESPELHO, SOMBRA
Os fantasmas do real, permanecem fechados em redomas, ecrans coloridos,universos fictícios.
O amor e a morte reabitam os corpos de um homem e de uma mulher, em luta permanente com a sombra, no ringue da vida.
Os actores, espelhos deste acto contínuo, (re)velam nesta casa sem paredes, a procura acidental dos medos, desejos, interacções de corpos-espíritos.
Desenhando linhas cruzadas, paralelismos, procuramos novas saídas. Fica para nós a pergunta: A porta branca não se abrirá?

Texto de Jorge Vasques no programa de "Jorge"


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Um Serão em nossa Companhia - o 1º espectáculo do Realejo


Fotografias tiradas na Associação de Moradores da Boavista, 1ª sede do Realejo

António Cardoso e João Melo Alvim.

Para iniciar este blogue

Olá a todos e a todas

Este blog pretende ser um "armazem" de textos, noticias, recortes de jornais, fotografias, etc. sobre a actividade do grupo de teatro O Realejo que durante a década de 80 teve actividade, como companhia profissional, na cidade do Porto.

Este espaço, nem os posts aqui colocados, pretendem ter qualquer ordem no tempo em que os factos aconteceram mas, tão simplesmente, dados soltos que serão publicados sem qualquer critério de ordenação, quando forem surgindo. Queremos apenas que estes documentos vão ficando disponíveis, cabendo aos leitores, se assim o entenderem darem-lhe a devida cronologia.

Regularmente irei disponibilizando e publicando grande parte do material que tenho disponível, fazendo lembrar que grande parte dos registos se perderam com a derrocada do edifício da Rua dos Mercadores.

No sentido de disponibilizar o maior número de informações neste espaço, solicito a toda a gente que tenha em seu poder documentos que possam ser importantes para esta "história" que mos envie (vicmanval@gmail.com) para serem posteriormente aqui publicados. Igualmente enviem as vossas próprias histórias e deixem aqui os vossos comentários.

Vão passando por aqui regularmente pois, regularmente também, mais fotografias, críticas, etc. irão aqui aparecendo.

Um abraço

Victor Valente